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sábado, 10 de janeiro de 2015

Cine & Rock na Prça no Rio Sem Fronteira - Jornal O Dia.

André Balocco
Rio - Há dois anos, quando um grupo de roqueiros de Rio das Pedras foi acusado de sujar e usar a praça do bairro para se drogar, ninguém esperava a resposta que viria. Hostilizados, eles mostraram que não eram responsáveis pelo abandono e adotaram o espaço, que era conhecido como Vala.
“Cuidamos da praça para limpar a nossa moral. Parecia gravação de filme: todos ficavam olhando, perguntavam se fomos obrigados a fazer aquilo”, conta Léu Oliveira, de 22 anos. A atitude do grupo era o que faltava para quebrar o preconceito da vizinhança. “No mesmo dia, os comerciantes nos deram lanche e se tornaram nossos parceiros.” Honra limpa, veio a pergunta: o que fazer com o espaço abandonado pelo poder público há 10 anos? “Eu tinha um projetor, resolvemos fazer um cineclube.” A atitude fez a Vala morrer. Quer conhecer? Pergunte em Rio das Pedras pela Praça do Rock!






Hostilizados, jovens mostraram que não eram responsáveis pelo abandono e adotaram o espaço

16 novas bandas
Atendendo a pedidos do grupo, após os filmes, acontecem shows de rock. A única regra é que os grupos têm de ser da região. “Já no primeiro, cinco bandas tocaram, quatro formadas para o Cine & Rock”, diz Léu Oliveira, um dos idealizadores da ação. “Ao todo 16 bandas foram formadas graças ao Cine & Rock. Os eventos atraem até 900 pessoas”, contabiliza ele.


Curadoria teen
Durante a semana, a sede do Cine & Rock funciona como um misto de estúdio para as bandas da região e espaço de convivência para os jovens, que ainda dão oficinas de bateria, guitarra e baixo voluntariamente. “É a molecada que cuida de tudo. Sou apenas um mediador, se não tívessemos o apoio da comunidade não teríamos o Cine & Rock”, afirma Léu Oliveira.

Plano é biblioteca para Rio das Pedras
O próximo objetivo dos músicos é montar a primeira biblioteca do bairro. Para isso, farão um evento de arrecadação de livros — principalmente infantis — em sua sede no próximo sábado, dia 17, às 17h. “Vamos fazer a molecada se aproximar da literatura. Nossa sede ficará aberta para quem quiser estudar, ler ou assistir a um vídeo”, conta Léu. A ideia surgiu após um bate-papo com os produtores Egeu Laus e Sandra Lima, em uma das sessões do cineclube. “O Egeu ficou empolgado e disse: ‘só faltava uma biblioteca!’”. Agora não mais!

http://odia.ig.com.br/noticia/riosemfronteiras/2015-01-10/de-vala-a-praca-do-cine--rock.html

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